São Paulo (SP)
O Rodoanel Mario Covas é um empreendimento que tem como principal objetivo à melhoria da qualidade de vida da Grande São Paulo, tornando o trânsito mais ágil e eliminando o tráfego de caminhões de passagem para o acesso às rodovias.
Uma rodovia com acesso restrito que contornará a Região Metropolitana num distanciamento de 20 a 40 km do centro do município e que tem extensão total de 170 km, interligando os grandes corredores de acesso à metrópole: Rodovia dos Bandeirantes, Via Anhangüera, Castelo Branco, Raposo Tavares, Régis Bittencourt, Imigrantes, Anchieta, Ayrton Senna, Dutra e Fernão Dias.
O projeto completo contemplará dispositivos e medidas operacionais que reduzirão os acidentes com cargas perigosas, controlando e impedindo a contaminação ambiental. Nos túneis está prevista a implantação de sistemas de ventilação e filtros, facilitando a dissipação dos gases já devidamente filtrados.
O Rodoanel incorpora os recentes avanços tecnológicos, tais como monitoramento através de câmeras de TV, informações ao usuário através de painéis de mensagens variáveis, o que permitirá interagir e atender, imediatamente, as ocorrências e apoiar os usuários em qualquer tipo de situação. Esse tipo de sinalização permite informar, em tempo real, qual o melhor itinerário, a situação dos principais corredores internos e quais as opções, orientar limites de velocidade sob condições adversas à segurança de seus usuários.
Neste trabalho trataremos especificamente do Trecho Oeste, que foi concluído e entregue no dia 14/10/2002.

Vista geral do Projeto
Trecho Oeste
Com a entrada em operação do Trecho Oeste do Rodoanel Mário Covas, o trânsito das Avenidas e Marginais de São Paulo é aliviado em quase 30% do transporte de cargas. O significado econômico pode ser avaliado com base na situação atual, em que o desperdício de tempo nos longos e permanentes congestionamentos dessas vias é estimado em 1,7 bilhão de horas por ano.
Se o custo dessas horas perdidas for calculado ao preço unitário de modesto de R$ 1,00, o preço total chega a R$ 1,7 bilhão. Há também o combustível consumido inutilmente, o que adiciona à conta outro US$ 1,5 bilhão, de acordo com os técnicos do setor. Com a redução da queima de combustíveis, a Região Metropolitana de São Paulo ganha, adicionalmente, um ar mais puro, já que os veículos automotores são responsáveis por cerca de 90% da poluição do ar.
Pavimentação e viadutos
O trecho Oeste do Rodoanel Mário Covas começou a ser construído em outubro de 1998, sendo que a pavimentação em concreto iniciou efetivamente em julho de 2001, e foi concluído no dia 14 de outubro de 2002. Com extensão de 32 quilômetros, interliga cinco das dez grandes rodovias que chegam à Região Metropolitana de São Paulo: Regis Bittencourt, Raposo Tavares, Castelo Branco, Anhangüera e Bandeirantes.
Estas cinco rodovias apresentam movimento médio de 250 mil veículos por dia.
A nova rodovia tem duas pistas, com quatro faixas de rolamento cada, incluindo 60 viadutos, seis pontes, sete trevos e três túneis duplos.
Foram consumidos para a pavimentação dos 32 km do Rodoanel, cerca de 250.000 m³ de concreto, tendo sido realizados mais de 100 estudos de dosagens de traço realizados pela ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) e acompanhados continuamente pelo Engo Fabio Pires (MBT Brasil).

Vista geral do Projeto (Trecho Oeste)
Produtos MBT consumidos nos pavimentos e viadutos
| PRODUTO |
TIPO |
QTDE. (kg) |
| MASTERMIX 390N |
Aditivo plastificante polifuncional |
121.528 |
| MASTERMIX 397N |
Aditivo plastificante polifuncional |
213.618 |
| MICRO AIR EC |
Aditivo incorporador de ar |
17.660 |
| RHEOBUILD 1000 |
Aditivo superplastificante |
26.800 |
| REOBETON 1000 |
Aditivo superplastificante acelerador |
5.124 |
| MASTERKURE 200WB |
Líquido de cura |
9.000 |
| MASTERKURE 204 |
Líquido de cura |
2.136 |
| CURACEM BR |
Líquido de cura |
6.320 |
| TOTAL |
|
402.186 |
Concreto dos Túneis
O trecho Oeste do Rodoanel possui três túneis duplos, com comprimento linear total de 5.700m.
O método de escavação utilizado foi o NATM (New Austrian Tunneling Method). Os túneis foram escavados em rochas metamórficas, com níveis de metamorfismo variando de baixo a alto.
| Túnel |
Compri- mento
|
Largura esca- vação
|
Altura esca- vação
|
Seção da escavação |
Cober- tura máxima
|
Prof. Nível água
|
|
Solo |
Rocha |
|
(m) |
(m) |
(m) |
(m2) |
(m2) |
(m) |
(m) |
| 1 |
470 |
19,5 |
11,0 |
222 |
180 |
72 |
20 |
| 2 |
650 |
19,6 |
14,1 |
216 |
180 |
72 |
25 |
| 3 |
1730 |
19,3 |
11,6 |
220 |
180 |
161 |
20 |
Originalmente previstos para terem revestimentos finais em concreto moldado, os túneis tiveram seus revestimentos finais com concreto projetado, que resultou em significativa economia de materiais, permitindo também a redução do cronograma da obra em 3 meses.
Espessura do revestimento final:
De 650mm (Q Barton < 1) até 180mm (10 £ Q Barton < 100 ).
O revestimento dos túneis, totalmente executado em moderno concreto projetado, consumiu cerca de 100.000m³ de concreto, representando um avanço tecnológico no Brasil, tendo sido utilizados modernos equipamentos de projeção via úmida.
A MBT forneceu o avançado Aditivo Acelerador Não Alcalino e Livre de Álcalis MEYCO SA 160, em substituição aos tradicionais aluminatos, obtendo um significando avanço de qualidade do concreto, segurança do trabalho, saúde ocupacional e ambiente. Modernos superplastificantes foram também utilizados.
A MBT Brasil, pioneira no campo de aceleradores Não Alcalinos, forneceu para o Rodoanel mais de 2000 t de seu Acelerador Não Alcalino e Livre de Álcalis MEYCO SA 160.
Equipamento de projeção
Foi utilizado na projeção do concreto equipamento de projeção por fluxo denso (bombas de pistões) com supressão de pulsação e controle da dosagem de acelerador por PLC, do tipo Road Runner da Meyco Equipment (MBT).
Desenvolvido e fabricado pela Meyco Equipment (Divisão Underground da MBT) este equipamento apresenta a tecnologia mais moderna a nível mundial, apresentando vínculo preciso entre a vazões do concreto e do acelerador. Assim, permite ao operador variar a vazão do concreto sendo a variação correspondente da vazão do acelerador obtida automaticamente, via PLC, mantendo-se constante a dosagem do acelerador. Assim, o operador não necessita interromper a operação quando necessita variar a vazão do concreto.
Foram utilizadas fibras metálicas com sistema de alimentação mecanizado (fator importante, além da própria qualidade das fibras e do traço na solução do problema de “cabeleiras”). Ficou demonstrada nesta obra a eficiente utilização das fibras metálicas, com alto grau de homogeneização e alto teor de fibras incorporado no concreto da parede (91%). Contribuíram para o bom resultado, além da própria qualidade das fibras (desmagnetizadas e com forma adequada) a alimentação adequada (de forma homogênea e constante, através de alimentadores de fibras) e equipamento adequado para a projeção via úmida com fibras: robô com projeção por fluxo denso (bomba de pistões).
Estes fatores, em conjunto, foram co-responsáveis pelo resultado de alta qualidade (resistências mecânicas e durabilidade, e índices técnicos, como baixa reflexão, alta taxa de incorporação de fibras e alta produção) obtido na obra, tendo os mesmos permitido um avanço nas especificações deste tipo de obra no Brasil.
| Traço do concreto principal utilizado: |
kg/m³ |
| Cimento – CPII 40E |
482 |
| A/C |
0,45 |
| Areia granítica |
971 |
| Pedrisco granítico |
732 |
| Fibras metálicas 65/35 |
35 |
| Plastificante MASTERMIX 390N |
0,5% |
| Superplastificante RHEOBUILD 716 |
0,8% |
| Acelerador Não Alcalino MEYCO SA 160 |
| Paredes |
3,0% |
| Abobada |
5,0% |
| Abatimento |
15cm |
| Reflexão |
< 8% |
| Média dos Resultados (*) |
| Parâmetros de Desempenho |
Unidade |
Método de Ensaio e Ncps |
EquipamentoMBT(Fluxo Denso) |
| Resistência compressão |
Moldado |
MPa |
Cilíndrico(3 cps) |
42,5 |
| Placa (**) |
38,2 |
| Estrutura |
34,3 |
| Tenacidade (Placa) |
Japonês (5 cps) |
3,2 |
| Módulo Ruptura (Placa) |
4,4 |
| Energia (Placa) |
J |
Francês (3 cps) |
1384 |
| Porosidade (Placa) |
% |
EUA (3 cps) |
5,7 |
| Permeabilidade (Placa) |
mm |
Alemão (3 cps) |
14 |
| Reflexão (estrutura) |
% |
Toda a seção |
8 |
Observações:(*) Resultados referentes ao controle de produção dos túneis para 70% dos concretos empregados nos túneis. Os serviços de lançamento do concreto projetado reforçado com fibras ainda encontram-se em andamento.
(**) Com Aditivo Acelerador Não Alcalino
Traço do concreto projetado reforçado com fibras metálicas:
• Cimento CP II-E-40 da Votorantin = 482 kg/m3
• Areia Granítica Natural = 971 kg/m3
• Pedrisco Limpo Granítico = 732 kg/m3
• Teor de fibras metálicas Dramix 65/35 = 35 kg/m3
• Aditivo Plastificante MASTERMIX 390 N = 2410 ml/m3
• Aditivo Superplastificante RHEOBUILD 716 = 3857 ml/m3
• Aditivo Acelerador de Pega Não Alcalino MEYCO SA 160 = 3% nas paredes e 5% no teto.
A MBT Brasil, mais uma vez, demonstra a sua mais avançada tecnologia mundial em produtos químicos para a construção civil.

Vista geral do Trecho Oeste

Intersecção de Rodovias (Raposo Tavares e Regis Bittencourt)

Intersecção de Rodovias (Anhangüera e Castelo Branco)

Centrais Dosadoras de Concreto

Vista geral de túnel

Road Runner da Meyco Equipment (Divisão UGC da MBT)

Alimentador de fibras integrado à central de concreto

Vista do Rodoanel em operação
Projeto Rodoanel Metropolitano Mário Covas.pdf