O vento e a temperatura acarretam na evaporação rápida da água de mistura do concreto.
Um dos objetivos da cura do concreto é de assegurar que o concreto não seja submetido a tensões que originem fissuras devido a diferenças térmicas e retração de secagem. Outro objetivo é garantir que o concreto não seque e assegurar que a reação do cimento e água ocorra em toda a seção transversal e que a resistência corresponda à dosagem do concreto.
A água livre do concreto é um pré-requisito importante para conseguir a resistência e densidade desejada. A água do concreto se evapora através da superfície úmida e dura até a reação do cimento, cerca de 10 - 12 horas. Após este período, o movimento da água se dá por difusão, que é um processo muito lento. Portanto, é muito importante impedir a secagem do concreto durante as primeiras 24 horas. A continuidade da cura por mais dias, impede a perda de água por evaporação.
A falta de cura do concreto faz com que a primeira camada do mesmo perca a água de hidratação, tornando-a fraca, de baixa resistência à abrasão, porosa e permeável aos agentes agressivos.
A figura 1 mostra o tempo mínimo de cura de um concreto, em função da temperatura e umidade. O tempo de cura varia também em função do tipo de cimento e da velocidade do vento.
Um dado importante a ser observado é:
• A evaporação da água mais rápida que o aumento da resistência, a retração ocorrerá e a fissuração será factível.
• Se o ressecamento é grande, que aumenta na medida do vento mais seco e temperatura elevada, é possível que não haja água residual suficiente para a hidratação do cimento, com o que haverá perda de resistência, principalmente na região da superfície superior do concreto, tornando-a degradável e de menor resistência. Este fato acarreta também baixa resistência à abrasão em pisos industriais.
• Em temperaturas muito baixas e clima seco, a hidratação muito lenta do cimento e a rápida evaporação da água, são fatores de perda de resistência que provoca baixa resistência, inclusive resistência superficial do concreto à abrasão de pisos e pavimentos.
No ábaco abaixo (fig.2), por exemplo, se temos uma temperatura ambiente de 350C, com uma umidade relativa de 40%, temperatura do concreto de 350C, velocidade do vento de 30 km/h, a evaporação da água será de 2 l/m²/h, o que equivale à probabilidade de 100% de ocorrência de fissuras, exigindo portanto uma cura eficaz.
O aparecimento de fissuras superficiais são prováveis a partir da velocidade do vento superior a 1 l/m²/h. A partir de 1,5l/m²/h, a probabilidade de surgir fissuras é de 100%.
A cura do concreto deve ser efetuada até que o mesmo atinja a 70% da prevista em projeto.
A cura de um concreto pode ser efetuada de forma eficiente com a linha MASTERKURE e CURACEM, que são tão eficientes, mais econômicos e garantidos que sacos de aniagem permanentemente úmidos e lençóis plásticos estendidos sobre o concreto, com lâmina de água constantemente colocada no seu interior, – trabalhosos, custosos e improdutivos.
No gráfico abaixo (fig. 3), pode se observar a importância da cura na retração do concreto, onde se pode observar uma drástica redução da retração do concreto quando se executa uma boa cura.
Existem no mercado diversos tipos de produtos para cura. Muitos fabricantes vendem produtos de cura que não atendem os requisitos de desempenho necessários, acarretando ao cliente o aparecimento das patologias citadas acima.
A eficiência de um líquido de cura está associada à formação de um filme de baixa permeabilidade ao vapor d’água. Os melhores líquidos de cura são os produzidos com formulações adequadas e compostos de baixa permeabilidade ao vapor.
Líquidos de cura à base de parafina, tipo MASTERKURE 201 são os mais econômicos que os poliméricos, mas alguns fabricantes, na busca de menores preços, diluem muito o material (baixo teor de parafina), fazendo com que os preços
sejam mais atrativos, sem contudo atender aos requisitos de eficiência.

Fig. 1 - Tempo mínimo de cura de um concreto, em função da temperatura e umidade
Fonte: Patologia e Terapia do Concreto Armado – Manoel Fernández Cánovas