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Concreto Reodinâmico – A Evolução do Concreto Auto-Adensável 

 Eng. Rodrigo Lamarca (BASF Construction Chemicals Brasil)


1. Características

O Concreto reodinâmico é caracterizado por ser um tipo de concreto onde controla-se as propriedades de fluidez e estabilidade da mistura. O concreto reodinâmico sempre terá a característica de ser auto-adensável, isto é, não necessitar de nenhuma energia para a sua completa consolidação. Dentro deste escopo, suas outras características são:
• Atingir níveis de fluidez que fazem com que o concreto seja capaz de vencer grandes distâncias horizontais
• Ultrapassar e envolver obstáculos
• Permanecer coeso durante queda livre

A definição do tipo apropriado de concreto reodinâmico depende da aplicação a que se destina. Por todas essas características, ele apresenta as seguintes vantagens:
• Ideal para pré-moldados e para peças com alta taxa de armação
• Diminuição da necessidade de mão de obra durante o lançamento
• Diminuição do nível de ruído durante o lançamento
• Aumento da produtividade
• Redução da necessidade de cura térmica
• Maior reuso de formas


2. Nova Abordagem

Ter simplesmente a meta de produzir um concreto auto-adensável limita excessivamente o escopo de aplicação do concreto. Por exemplo, a composição típica de um concreto auto-adensável possui grandes quantidades de agregado miúdo e pequenas quantidades de agregado graúdo, resultando em fatores de argamassa extremamente altos. Essa peculiaridade restringia a aplicação do concreto, especialmente em pisos.

Procurando atender os mais diversos requisitos, a BASF Construction Chemicals Brasil desenvolveu uma tecnologia de novos aditivos capazes de prover características ao concreto que antes não eram possíveis. Os requisitos considerados são:
• Método de lançamento do concreto
• Geometria da peça
• Comprimento da peça
• Taxa de armação da peça
• Aspectos econômicos

Para se controlar as características reológicas do concreto, como a viscosidade, faz-se necessário o uso de superplastificantes à base de éter policarboxilato, GLENIUM e de um aditivo orgânico modificador de viscosidade.

A ação química de um aditivo superplastificante convencional é a seguinte:
O aditivo carrega as partículas de cimento com cargas elétricas de mesmo sinal e por repulsão eletrostática as partículas tendem a se dispersar. Mas como pode ser visto na figura acima, com o processo de hidratação este efeito tende a ser minorado, levando a perda de trabalhabilidade.

No caso do GLENIUM, além desta ação química soma-se o efeito estério, onde as longas cadeias hidrofílicas mantém o efeito de dispersão, resultando em uma maior manutenção da trabalhabilidade. Além dessa manutenção de plasticidade, o efeito estério aumenta a distância física das partículas de cimento, aumentando a capacidade de redução de água do Glenium, se comparado a um superplastificante normal.

O aditivo modificador de viscosidade trabalha com o aditivo superplastificante quando se faz necessário a execução de uma mistura com alta viscosidade. O aditivo interage com a mistura evitando a sua segregação. A ação química do aditivo pode ser vista na figura 1.


3. Dimensionamento

Para a dosagem são consideradas as características da peça e de lançamento, a saber:
• Geometria da seção da peça
• Taxa de armação da peça
• Acabamento da peça: textura lisa / agregado exposto
• Altura da peça
• Comprimento da peça
• Características dos materiais a serem utilizados
• Condições de lançamento: convencional / bombeado

Existem basicamente 3 critérios de dosagem de um Concreto Reodinâmico:
• Alto teor de finos: Quantidade de finos variando de 450 a 600 kg/m³. Considera-se finos todos material cimentício (cimento, pozolana, cinzas volantes, escória, micro sílica, etc...) e todo material passante na peneira de no 200 dos agregados.
• Baixo teor de finos: Quantidade de finos variando de 350 a 400 kg/m³. Para tal, faz-se necessário o uso obrigatório de um aditivo modificador de viscosidade.
• Combinação dos 2 métodos



Figura 1: Ação química do aditivo

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